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Saiba tudo sobre AIDS e HIV: dos sintomas ao tratamento

Saiba tudo sobre AIDS e HIV: dos sintomas ao tratamento
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HIV e AIDS não são a mesma coisa. Na verdade, é possível viver por anos, e até para sempre, com o vírus HIV, e não desenvolver a doença. O HIV é um vírus que, quando se instala em seu corpo, passa a escravizar as células do sistema imunológico, fazendo com que elas trabalhem criando cópias dele. Quando isso acontece por muito tempo, as células param de cumprir a sua função de proteger o corpo e desenvolvem um conjunto de sintomas ocasionados pela falha do sistema imunológico, o que caracteriza a AIDS.

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Onde surgiu o HIV?

Mapa mundi com o simbolo da AIDS em vermelho por cima | Onde surgiu a o HIV?

Existem muitas teorias sobre como surgiu a doença, a mais aceita é que o HIV surgiu a partir de outro vírus, altamente mutável, que infectava primatas, mas que não causavam sintomas. Por volta de 1930, segundo alguns estudos, o vírus foi transmitido para seres humanos e nas próximas décadas ele ficou restrito a algumas tribos da África Central.

Acredita-se que a verdadeira pandemia aconteceu nos anos 80, nos Estados Unidos, mas parece que não foi bem assim. É provável que o vírus tenha passado dos chimpanzés para os seres humanos antes do século XX, mas também é possível que as condições de propagação entre os seres humanos não fossem tão favoráveis, e os grupos de pessoas com o vírus foram extintos antes de passar o vírus adiante.

Em 1981, vários hospitais nos EUA relataram casos de pacientes jovens com sarcoma de Kaposi, um tipo raro de câncer que, até então, só se manifestava em idosos. O que impressionava os médicos era o fato de todos os pacientes serem homens gays, por conta disso, começou a ficar claro que se tratava de uma nova doença. Ela ficou popularmente conhecida como “câncer gay”, estereótipo que ainda sobrevive.

De acordo com número da UNAIDS Brasil (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS), em 2016 haviam 36,7 milhões pessoas vivendo com o vírus HIV no mundo. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, 87% das pessoas que vivem com HIV já foram diagnosticadas. Deste número, 64% estão em tratamento e cerca de 90% apresentam carga viral indetectável.

Como o vírus HIV age?

Desenho de células do corpo humano em contato com vírus HIV | Como o vírus HIV age?

O vírus HIV ataca as células do sistema imunológico, fazendo com que elas parem de cumprir sua função para ficarem duplicando o vírus. Isso afeta a capacidade do nosso corpo de combater doenças, tornando uma simples gripe um motivo para grandes preocupações. Nesse estágio, o paciente já possui a síndrome da imunodeficiência adquirida, mais conhecida como a famigerada AIDS.

De três a seis semanas após a infecção, o vírus já se reproduziu bastante e algumas pessoas podem até apresentar alguns sintomas, como gripe muito forte, por exemplo. Depois o vírus continua ativo, mas não enfraquece muito o organismo nem dá muitos sinais. Iniciando o tratamento durante essa fase, o portador do vírus consegue permanecer saudável por décadas.

Caso o tratamento não seja iniciado, o vírus continua a se reproduzir e, em algum momento, pode resultar na AIDS. Caso o vírus evolua e não haja o cuidado adequado por parte do paciente, o seu tempo de vida estimado é de apenas três anos, porque o sistema imunológico fica comprometido, logo, o indivíduo se encontra extremamente vulnerável. Seguindo o tratamento com disciplina e se protegendo contra novos vírus, é possível manter a sua presença no sangue a um nível muito baixo. Quando isso acontece, dizemos que o paciente está com uma carga viral indetectável, significando que o paciente tem 96% menos chances de transmitir o vírus.

Estereotipo do portador do vírus HIV

Bandeira colorida do movimento LGBT balançando num mastro | Estereótipo do portador do vírus HIV

Quando a epidemia surgiu, ela atacou principalmente os homens gays e, como era uma doença relativamente nova, os sintomas foram rápidos e a doença fez milhares de vítimas. Isso contribuiu para se criar a ideia de que a AIDS só ataca homens gays e que deixa externamente evidente quem é portador do vírus: pessoas excessivamente magras, com manchas e machucados na pele eram identificadas como “aidéticas”.

Entretanto, desde que o vírus foi diagnosticado em mulheres e homens heterossexuais, e um tratamento para controlar o HIV foi desenvolvido, os estereótipos começaram a diminuir e as pessoas tomaram consciência de que é praticamente impossível identificar os portadores do vírus pela aparência.

Como se pega o vírus HIV?

Dois preservativos masculinos | Como se pega o vírus HIV?

O vírus HIV morre em contato com o ar, por conta disso, é impossível contrair o vírus através de contatos superficiais com os portadores, como dividindo toalhas, talheres e copos. Apesar de serem fluidos corporais, saliva, lagrimas e urina não infectam outra pessoa. Especialmente a saliva, que é rica em proteínas que inibem a infecção pelo HIV e está em contato com ácidos, enzimas, ar e outros fatores que transformam a boca em um local inóspito para o vírus.

As únicas formas de contágio do vírus HIV são:

  • Fazendo sexo oral, vaginal ou anal sem camisinha;
  • Compartilhando agulhas e seringas;
  • Da mãe para o bebê, durante a gravidez ou na amamentação.

Relações sexuais

A maior dúvida quanto a contaminação do vírus HIV é sobre o sexo oral. A verdade é que sim, no sexo oral sem ejaculação, as chances de se contrair o vírus são menores, mas ainda pode acontecer. O sexo anal é o que apresenta mais chances de contaminação, e elas são ainda maiores quando o indivíduo é passivo em comparação com o ativo.

Apesar disso, para evitar com mais sucesso a contaminação do vírus, o uso da camisinha é indicado em qualquer tipo de relação sexual. Mesmo que as chances sejam baixas, o sexo oral pode ser a porta de entrada de diversas outras DSTs, como sífilis e HPV, que aumentam as chances de contrair o HIV através do sexo ou qualquer outra situação.

O sêmen pode apresentar uma carga viral maior que a do sangue, por isso, a transmissão sexual é a mais comum forma de contágio.

Agulhas e seringas

Como o HIV está presente no sangue, existe o risco de infecção toda vez que se utiliza seringas, agulhas ou qualquer outro produto que corte ou fure já utilizados anteriormente por uma pessoa infectada.

Gravidez

Hoje já é possível para mulheres portadoras do vírus gerarem filhos sem a doença, mas antes, a mãe precisava fazer o tratamento com o coquetel e apresentar uma carga viral indetectável. Depois do seu nascimento, o bebê precisa tomar um xarope antirretroviral, mas o processo já se provou muito eficaz para impedir a transmissão do vírus da mãe para o filho.

O vírus também pode ser transmitido através da amamentação, por isso o leite materno deve ser substituído por leite artificial.

Caso os dois pais sejam portadores e decidam tentar uma gestação, eles precisam estar com a carga viral indetectável por pelo menos seis meses, além de estarem em dia com o tratamento.

Testes e exames para diagnosticar o HIV

Médico tirando sangue da veia de um paciente | Testes e exames para diagnosticar o HIV

O diagnóstico da infecção pelo vírus do HIV é feito a partir de um exame de sangue. O teste mais indicado é conhecido como Teste Elisa, em que o profissional busca por anticorpos contra o HIV no sangue do paciente. Caso a amostra de sangue não apresente nenhum anticorpo, o resultado do teste é negativo.

Caso os anticorpos sejam encontrados, é necessária a realização de outro teste com a mesma amostra de sangue. Existem três outros exames que podem confirmar o diagnóstico: o Western Blot, o Teste de Imunofluorescência indireta para o HIV-1 e o imunoblot. Às vezes essa confirmação é necessária, pois o Teste Elisa pode dar um falso positivo em consequência de outra doença, como artrite reumatoide e alguns tipos de câncer.

Existem também testes rápidos que conseguem identificar anticorpos anti-HIV em uma amostra de sangue ou saliva em 30 minutos. Esses testes permitem que o paciente saiba o resultado no momento da consulta e receba todo o aconselhamento logo em seguida, independentemente do resultado.

Antes de realizar um exame para detectar o vírus HIV, é preciso entender que existe um intervalo de tempo após a infecção para que o corpo comece a produzir os anticorpos anti-HIV que são detectados nos exames. Esse intervalo se chama janela imunológica e normalmente dura 30 dias, mas esse período pode mudar dependendo da reação do organismo do paciente.

Caso os exames não indiquem a presença dos anticorpos anti-HIV, mas a suspeita da doença ainda exista, é recomendada a realização dos testes novamente em 30 dias. Porém, vale lembrar que durante o período da janela imunológica o vírus já pode ser transmitido mesmo que ainda esteja indetectável.

É possível se testar gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde [SUS] em postos de saúde, e nos Centros de Testagem e Aconselhamento [CTA] espalhados pelo país. Nesses locais, há um processo de aconselhamento antes e depois do teste para educar o paciente quanto ao tratamento da doença, em caso de resultado positivo, e quanto a proteção em caso de resultado negativo.

Apoio e direitos do portador do HIV

Grupo de sete pessoas sentadas em círculo e conversando | Apoio e direitos do portador do HIV

Receber o diagnóstico do HIV não é fácil, por isso, após os resultados dos testes nos postos de saúde e nos CTAs, independentemente dos resultados, os pacientes passam por um processo de aconselhamento.

Para obter mais informações sobre o HIV e a AIDS, você pode procurar um dos SAEs (Serviço de Atenção Especializada) espalhados pelo Brasil inteiro. Caso você seja diagnosticado, conte com a ajuda de sua família e amigos. A procura por grupos de apoio para conversar e trocar informações com outras pessoas que convivem com HIV e Aids é muito importante.

Todo portador do vírus do HIV tem, além do direito de manter sigilo sobre sua condição, o direito a atendimento, tratamento e medicamentos gratuitos, além de não sofrer nenhum tipo de discriminação por conta da situação.

Portadores do vírus que também estejam incapacitados de trabalhar e possuem renda familiar inferior a 1/4 do salário mínimo têm direito ao Benefício de Prestação Continuada pago pelo Governo Federal.

Remédios e tratamentos para controlar o vírus do HIV

Vários potes com cápsulas de remédios em diferentes cores | Remédios e tratamentos para controlar o vírus do HIV

O Brasil é referência mundial no tratamento de pessoas com HIV e na prevenção da AIDS. Enquanto diversos outros países aguardavam o financiamento internacional, o Brasil começou, em 1996, a fornecer tratamento gratuito pelo Serviço Único de Saúde para pessoas que viviam com a doença.

Em 2013, o SUS também começou a fornecer tratamento para todas as pessoas que estavam com HIV, independentemente da situação do vírus, a fim de frear a epidemia. Enquanto a média global de pessoas com HIV tomando o coquetel de remédios foi de 46% em 2015, de acordo com dados da UNAIDS, no Brasil essa porcentagem chega a 64%.

Coquetel para o controle do vírus

Homem segurando várias cartelas de medicamentos com as duas mãos | Coquetel para o controle do vírus

O coquetel de remédios para o controle do HIV consegue reduzir grande parte do vírus no corpo do portador, mas não consegue eliminá-lo por completo. Alguns vírus até se mantêm inativos por anos sem serem afetados pelos remédios.

É importante saber que o vírus HIV continua altamente mutável e cada portador pode apresentá-lo de forma diferente, fazendo com que cada um precise de um coquetel de remédios diferente. Para piorar, essas variações do vírus podem se misturar e criar novos tipos de HIV.

Por conta desses fatores, é preciso muita disciplina para durante o tratamento. Caso o portador do vírus deixe de tomar por um dia sequer o coquetel, os vírus adormecidos podem voltar a ficar ativos e contaminar o organismo novamente. E mesmo quem já possui algum tipo de vírus do HIV, precisa se prevenir para não contrair outro tipo, pois isso pode fazer com que o seu tratamento não funcione mais no controle da doença.

Toda vez que algo dessa forma acontecer, o portador do vírus deve se consultar com um infectologista e estudar a necessidade de trocar a medicação. O problema é que existe um número finito de remédios para controlar o vírus, e cada vez que o coquetel é trocado, significa que alguns remédios já não funcionam mais para você.

Profilaxia pós-exposição

O conhecimento sobre a doença avançou tanto desde a pandemia, que hoje já é possível impedir o desenvolvimento do vírus com um tratamento iniciado em até 3 dias após a suspeita de infecção.

A Profilaxia Pós-Exposição, mais conhecida como PEP, é um tratamento preventivo com terapia antirretroviral que dura 28 dias. Ela impede a sobrevivência e a multiplicação do vírus HIV no organismo, mas precisa ser iniciada o mais rápido possível (até 3 dias após a contaminação). Da mesma forma que o coquetel para controle do vírus, os remédios da PEP não são comercializados, portanto, para ter acesso à PEP é preciso procurar um serviço público de saúde.

É importante lembrar que a PEP não deve ser considerada uma forma de prevenção. O tratamento não é confortável e pode ter alguns efeitos colaterais, e, como o coquetel, ela pode perder o efeito quando é realizada muitas vezes.

Profilaxia Pré-Exposição

Frasco de medicamento com comprimidos azul | Profilaxia Pré-Exposição

Já existe um medicamento que pode ser tomado para prevenir a contaminação do vírus do HIV antes do risco de infecção. O medicamento utilizado chama-se Truvada e já se sabe que ele é altamente eficaz, se tomado todos os dias, para proteção contra o HIV. Ele apresenta poucos efeitos colaterais, que costumam ser leves e transitórios. Infelizmente o Truvada ainda não está disponível no Brasil.

Esse tratamento é conhecido como profilaxia pré-exposição, ou PrEP, e é indicado apenas para pessoas que vivem constantemente em momentos de risco de infecção pelo HIV, como parceiros de pessoas soropositivas.

Atualmente, existe um estudo no Brasil para avaliar a aceitação, a viabilidade e a melhor forma de fornecer a PrEP à população brasileira.

Efeitos colaterais do tratamento

O tratamento com antirretrovirais é imprescindível para qualquer portador do vírus que queira prolongar sua expectativa de vida de forma saudável. Entretanto, é preciso estar consciente de que os remédios podem causar efeitos colaterais no organismo, mas, é claro, nada que deva fazer com que o portador interrompa seu tratamento.
A Drogaria Pop separou os efeitos colaterais mais comuns e alguns medicamentos genéricos usados para tratálos:

Diarreia

Vômitos

Náuseas

Insônia

Os outros efeitos colaterais comuns durante o tratamento da AIDS incluem:

  • Manchas avermelhadas pelo corpo;
  • Agitação;
  • Sonhos vívidos.

Algumas pessoas podem não apresentar efeito colateral algum, e isso pode estar relacionado ao estilo de vida de cada um. Independentemente de possuir o vírus do HIV ou não, um estilo de vida saudável, com uma dieta balanceada e a prática de exercícios físicos garantem uma qualidade de vida muito melhor.

Para quem apresentar algum efeito colateral, existem muitas alternativas para melhorá-los, mas é preciso consultar um médico e descobrir a melhor forma de amenizá-los. Abandonar o tratamento contra o HIV ou se automedicar são altamente desaconselhados.

Além dos efeitos colaterais temporários, a ação do HIV somada aos efeitos tóxicos dos medicamentos podem resultar em alterações no seu organismo a longo prazo.

O coquetel antiaids pode causar danos nos rins, fígado, estômago e intestinos. Além de modificar o metabolismo levando a uma mudança na distribuição de gordura, diabetes, entre outras doenças.

Os próximos passos para controlar a epidemia

A cura para a AIDS não existe, mas muitos esforços estão voltados para que seus efeitos sejam minimizados e para que o número de vítimas da doença não ultrapasse os 39 milhões atuais.

Buscando dar fim à epidemia, a UNAIDS, em âmbito global, criou a meta 90-90-90, que funciona da seguinte forma:

  • Até 2020, 90% das pessoas vivendo com o HIV precisam estar diagnosticadas;
  • Até 2020, 90% de todas as pessoas infectadas pelo vírus estarão recebendo a terapia antirretroviral;
  • Até 2020, 90% de todas que estão recebendo o coquetel, deverão ter a carga viral indetectável.

Estimativas dizem que, caso essas metas sejam alcançadas, o mundo pode pôr fim à epidemia até 2030.

E aí, gostou do post dessa semana? O vírus HIV e a AIDS são assuntos que ainda rendem grandes debates. Caso tenha ficado alguma dúvida, fique à vontade para perguntar no campo de comentários.

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