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9 Principais Tipos de Diabetes (E Como Confirmar o Diagnóstico)

O diabetes é uma condição de saúde caracterizada por níveis elevados de glicose (açúcar) no sangue. Isso ocorre quando o organismo não produz insulina suficiente ou não consegue utilizá-la de forma eficaz. O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações como doenças cardiovasculares, problemas renais e neuropatias. Vamos entender melhor os diferentes tipos de diabetes e como eles são identificados.

Os 9 Tipos de Diabetes Explicados

1. Diabetes Tipo 1

O diabetes tipo 1 é uma condição autoimune, ou seja, ocorre quando o próprio sistema imunológico ataca e destrói por engano as células beta do pâncreas — responsáveis pela produção de insulina. Sem insulina suficiente, o corpo não consegue utilizar a glicose como fonte de energia, o que faz os níveis de açúcar no sangue subirem rapidamente.

Esse tipo de diabetes costuma surgir ainda na infância ou adolescência, embora também possa ser diagnosticado em adultos jovens. Seus sintomas se desenvolvem de forma rápida e incluem:

  • Sede excessiva (polidipsia)
  • Vontade frequente de urinar (poliúria)
  • Fadiga intensa
  • Perda de peso inexplicável
  • Visão embaçada
  • Fome exagerada (polifagia)

Por ser uma condição crônica e autoimune, não existe cura para o tipo 1. O tratamento consiste no controle rigoroso da glicemia por meio da aplicação diária de insulina, alimentação equilibrada, atividade física e monitoramento frequente da glicose no sangue.

O diagnóstico é feito com exames como glicemia de jejum, hemoglobina glicada e testes de autoanticorpos específicos. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhores as chances de evitar complicações graves.

2. Diabetes Tipo 2

O diabetes tipo 2 é o tipo mais comum da doença, especialmente em adultos acima dos 40 anos, embora também esteja crescendo entre os mais jovens devido ao aumento do sedentarismo e da obesidade. Nesse caso, o corpo até produz insulina, mas não consegue usá-la de forma eficiente — o que chamamos de resistência à insulina.

Com o tempo, essa resistência leva ao aumento da glicose no sangue e, se não tratada, pode causar sérios danos ao coração, rins, olhos e nervos. Os fatores de risco mais comuns incluem:

  • Excesso de peso ou obesidade
  • Falta de atividade física
  • Má alimentação
  • Histórico familiar de diabetes
  • Pressão alta e colesterol alterado

Os sintomas podem aparecer lentamente ou até passar despercebidos por anos. Alguns sinais de alerta são:

  • Fadiga constante
  • Visão embaçada
  • Infecções frequentes
  • Cicatrização lenta
  • Formigamento nas mãos e pés

O tratamento do diabetes tipo 2 começa, na maioria dos casos, com mudanças no estilo de vida: alimentação balanceada, perda de peso e exercícios regulares. Em muitos casos, isso já é suficiente para controlar a glicemia. Quando necessário, o médico pode prescrever medicamentos orais e, em estágios mais avançados, aplicação de insulina.

O diagnóstico é feito por exames simples, como glicemia de jejum e hemoglobina glicada. O acompanhamento regular é essencial para evitar complicações e garantir uma vida ativa e saudável.

3. Diabetes Gestacional

O diabetes gestacional é um tipo de diabetes que aparece durante a gravidez, geralmente a partir do segundo trimestre, quando o corpo da gestante passa por intensas mudanças hormonais. Esses hormônios podem interferir na ação da insulina, provocando o aumento da glicose no sangue.

Mesmo mulheres sem histórico de diabetes podem desenvolver essa condição. Alguns fatores de risco incluem:

  • Excesso de peso antes da gestação
  • Idade acima de 35 anos
  • Histórico familiar de diabetes
  • Gestações anteriores com bebê grande (mais de 4 kg)
  • Síndrome dos ovários policísticos

Na maioria dos casos, o diabetes gestacional desaparece após o parto, mas é importante ficar atenta: tanto a mãe quanto o bebê passam a ter maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.

Por isso, o acompanhamento médico é fundamental durante toda a gestação. O tratamento pode incluir mudanças na alimentação, prática de exercícios leves (com liberação do obstetra) e, em alguns casos, uso de insulina.

O diagnóstico é feito por meio do exame de curva glicêmica entre a 24ª e 28ª semana de gestação. Com os cuidados certos, é possível ter uma gestação tranquila e segura, protegendo a saúde da mãe e do bebê.

4. Pré-diabetes

O pré-diabetes é uma condição de alerta: os níveis de açúcar no sangue estão acima do normal, mas ainda não são altos o suficiente para caracterizar o diabetes tipo 2.

Ele geralmente não apresenta sintomas, o que torna o diagnóstico mais difícil — por isso, exames de rotina são tão importantes, especialmente se você tiver fatores de risco como:

  • Sobrepeso ou obesidade
  • Alimentação rica em açúcar e ultraprocessados
  • Sedentarismo
  • Histórico familiar de diabetes
  • Pressão alta ou colesterol elevado

O diagnóstico é feito com exames como a glicemia de jejum, o teste de tolerância à glicose (curva glicêmica) ou a hemoglobina glicada. Valores intermediários indicam o estágio de pré-diabetes.

A boa notícia é que, com mudanças no estilo de vida, é possível reverter o quadro e evitar que ele evolua para diabetes tipo 2. Isso inclui:

  • Alimentação equilibrada
  • Prática regular de atividades físicas
  • Controle do peso e da pressão arterial
  • Abandono do cigarro e moderação no álcool

Detectar o pré-diabetes é uma oportunidade de prevenção, e agir rápido faz toda a diferença para preservar sua saúde a longo prazo.

5. Diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA)

Também conhecido como diabetes tipo 1,5, o LADA é uma forma autoimune de diabetes que surge na idade adulta, geralmente após os 30 anos. Ao contrário do tipo 1 clássico, que se manifesta rapidamente, o LADA evolui de forma lenta e silenciosa, sendo frequentemente confundido com o tipo 2 no início.

O que acontece no corpo é semelhante ao tipo 1: o sistema imunológico ataca as células do pâncreas que produzem insulina. Porém, essa destruição acontece de forma mais gradual, e muitos pacientes ainda conseguem manter algum nível de produção de insulina por meses ou anos.

Características comuns:

  • Aparece em adultos com peso normal ou leve sobrepeso
  • Pode não responder bem a medicamentos orais para diabetes tipo 2
  • Os sintomas (sede, fadiga, perda de peso) aparecem lentamente
  • Exames específicos mostram a presença de anticorpos autoimunes

Diagnóstico:

O diagnóstico correto exige exames laboratoriais, como o teste de anticorpos anti-GAD, que ajudam a diferenciar o LADA do tipo 2. Sem esse cuidado, o tratamento pode ser inadequado.

Tratamento:

Inicialmente, pode ser possível controlar com mudanças no estilo de vida e medicamentos orais, mas com o tempo, a necessidade de insulina se torna inevitável.

Por ser frequentemente subdiagnosticado, o LADA reforça a importância de um acompanhamento médico contínuo e individualizado, especialmente em adultos que não se encaixam perfeitamente no perfil clássico do tipo 2.

6. Diabetes Monogênico (MODY)

O MODY (Maturity-Onset Diabetes of the Young) é um tipo raro e hereditário de diabetes, responsável por cerca de 1 a 2% de todos os casos. Ao contrário do tipo 1 e tipo 2, ele é causado por mutações em um único gene envolvido na produção ou ação da insulina — por isso é chamado de monogênico.

Costuma ser diagnosticado antes dos 25 anos, mas pode passar despercebido por anos, já que não causa sintomas intensos e, muitas vezes, não requer insulina inicialmente.

Principais características:

  • Surge em pessoas jovens, geralmente com histórico familiar forte de diabetes
  • Pode ser confundido com o tipo 1 (pela idade) ou com o tipo 2 (pela leveza dos sintomas)
  • Os níveis de glicose estão alterados, mas sem sinais de resistência à insulina
  • Não apresenta anticorpos autoimunes, como no tipo 1

Diagnóstico:

O diagnóstico definitivo exige teste genético, que identifica qual dos vários subtipos de MODY está presente. Os subtipos mais comuns são MODY 1, 2 e 3, cada um com características e condutas diferentes.

Tratamento:

O tratamento varia conforme o subtipo genético. Em alguns casos, mudanças na alimentação e medicamentos orais são suficientes. Em outros, pode haver necessidade de insulina.

O mais importante é que, ao identificar corretamente o MODY, o tratamento pode ser mais leve, eficaz e personalizado, evitando erros comuns de conduta médica.

7. Diabetes Insipidus

Apesar do nome parecido, o diabetes insipidus não tem relação com os níveis de glicose no sangue. Ele é uma condição distinta, causada por problemas na produção ou na ação do hormônio antidiurético (ADH) — responsável por controlar a quantidade de água que os rins reabsorvem.

Quando esse sistema falha, o corpo perde muita água pela urina, levando a sintomas intensos de sede constante e urina em grande volume, mesmo com níveis normais de glicose.

Principais causas:

  • Deficiência na produção do ADH (diabetes insipidus central)
  • Resistência dos rins ao ADH (diabetes insipidus nefrogênico)
  • Lesões cerebrais, tumores, cirurgias ou causas genéticas

Sintomas comuns:

  • Urinar mais de 3 a 20 litros por dia (poliúria)
  • Sede excessiva (polidipsia), principalmente por água gelada
  • Desidratação, fadiga e desequilíbrios eletrolíticos, se não tratado

Diagnóstico:

Feito por meio de exames como teste de restrição hídrica, dosagem do ADH e exames de imagem do cérebro ou rins, dependendo do caso.

Tratamento:

Depende da causa. Pode incluir:

  • Uso de desmopressina (análogo do ADH) no tipo central
  • Controle dietético e medicamentos específicos no tipo nefrogênico
  • Hidratação adequada e acompanhamento médico contínuo

Apesar de não ser um tipo de diabetes relacionado ao açúcar no sangue, o diabetes insipidus é uma condição crônica que exige diagnóstico preciso e cuidados específicos para manter a qualidade de vida do paciente.

8. Diabetes Secundário

O diabetes secundário ocorre como consequência de outras doenças ou do uso prolongado de certos medicamentos. Diferente dos tipos clássicos (1 e 2), ele não é causado primariamente por uma falha no pâncreas ou por resistência à insulina, mas sim por fatores externos que afetam o metabolismo da glicose.

Principais causas:

  • Doenças do pâncreas: como pancreatite crônica, câncer de pâncreas ou fibrose cística, que prejudicam a produção de insulina.
  • Distúrbios hormonais: como a síndrome de Cushing ou o acromegalia, que interferem na ação da insulina.
  • Uso prolongado de medicamentos: como corticoides, diuréticos tiazídicos, antipsicóticos ou imunossupressores.

Sintomas:

São semelhantes aos de outros tipos de diabetes:

  • Sede excessiva
  • Urina frequente
  • Fadiga
  • Visão turva
  • Perda de peso (em alguns casos)

Diagnóstico:

É feito com exames de sangue que medem a glicemia, além de investigação do histórico clínico, uso de medicamentos e presença de outras doenças associadas.

Tratamento:

  • Controle da doença primária (por exemplo, tratar a pancreatite ou ajustar o uso do medicamento que desencadeou a condição).
  • Mudanças no estilo de vida, como alimentação balanceada e atividade física.
  • Uso de medicamentos antidiabéticos orais ou insulina, conforme indicação médica.

O sucesso no controle do diabetes secundário depende do diagnóstico correto da causa subjacente e do acompanhamento contínuo com um profissional de saúde.

9. Diabetes Pancreatogênico (Tipo 3c)

O diabetes tipo 3c, também conhecido como diabetes pancreatogênico, é um tipo menos conhecido, mas clinicamente relevante. Ele ocorre quando o pâncreas sofre danos estruturais graves que comprometem tanto a produção de insulina quanto de enzimas digestivas essenciais.

Principais causas:

  • Pancreatite crônica (inflamação contínua do pâncreas)
  • Câncer de pâncreas
  • Cirurgias pancreáticas (remoção parcial ou total do órgão)
  • Fibrose cística
  • Hemocromatose (acúmulo de ferro no organismo)

Essas condições danificam as células beta produtoras de insulina, levando ao desenvolvimento do diabetes, e também afetam as células responsáveis pelas enzimas digestivas.

Sintomas comuns:

  • Sintomas clássicos do diabetes: sede excessiva, urina frequente, fadiga
  • Perda de peso inexplicada
  • Má digestão (gases, diarreia, fezes gordurosas e flutuantes)
  • Deficiências nutricionais, especialmente de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K)

Diagnóstico:

O diagnóstico exige uma abordagem mais específica, combinando:

  • Exames de glicemia
  • Avaliação da função pancreática exócrina (digestiva)
  • Exames de imagem do pâncreas (como tomografia ou ressonância magnética)
  • Histórico de doenças pancreáticas

Tratamento:

O tratamento deve ser integrado, abordando os dois pilares afetados:

  • Controle da glicose com insulina ou medicamentos específicos
  • Reposição de enzimas pancreáticas para auxiliar na digestão
  • Dieta equilibrada e personalizada, com acompanhamento nutricional
  • Suplementação de vitaminas, se necessário

O acompanhamento multidisciplinar (com endocrinologista, gastroenterologista e nutricionista) é fundamental para garantir qualidade de vida ao paciente com diabetes tipo 3c.

Como Confirmar o Diagnóstico de Diabetes

Confirmar o diagnóstico de diabetes vai muito além de identificar sintomas isolados. A avaliação clínica é importante, mas os exames laboratoriais são essenciais para garantir um diagnóstico preciso e indicar o tratamento correto — especialmente diante da variedade de tipos de diabetes existentes.

Exames mais utilizados:

  • Glicemia em jejum
    Mede a concentração de glicose no sangue após pelo menos 8 horas de jejum. Um valor igual ou superior a 126 mg/dL pode indicar diabetes.
  • Hemoglobina glicada (HbA1c)
    Avalia a média da glicose nos últimos 2 a 3 meses. É um dos testes mais confiáveis para o diagnóstico e acompanhamento. Um resultado acima de 6,5% sugere diabetes.
  • TOTG (Teste Oral de Tolerância à Glicose)
    Consiste na ingestão de uma solução com glicose e medições da glicemia em diferentes momentos. Se após 2 horas o valor for igual ou superior a 200 mg/dL, há forte indicação de diabetes.
  • Testes genéticos
    Utilizados em casos específicos, como suspeita de diabetes monogênico (MODY) ou LADA, para identificar mutações ou marcadores autoimunes.

Sinais de alerta:

Observar o corpo também é fundamental. Fique atento a sintomas como:

  • Sede constante
  • Urina em excesso
  • Cansaço persistente
  • Perda de peso inexplicável
  • Visão embaçada
  • Infecções frequentes

Se qualquer um desses sintomas estiver presente, especialmente de forma contínua, procure um médico para uma avaliação completa.

Conclusão

Entender os diferentes tipos de diabetes é o primeiro passo para buscar o cuidado certo. Com diagnóstico preciso e acompanhamento adequado, é possível manter a qualidade de vida e evitar complicações. Se você suspeita de algum sintoma, procure um profissional de saúde e realize os exames indicados.

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