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Setembro Amarelo: o que é, como surgiu e por que essa campanha salva vidas

Você sabia que, no Brasil, cerca de 14 mil pessoas tiram a própria vida todos os anos? Isso significa, em média, uma morte a cada 40 minutos. São pais, filhos, amigos e colegas que enfrentam dores profundas — muitas vezes em silêncio. Por trás desses números, existem histórias reais, carregadas de sofrimento, solidão, desesperança e, principalmente, falta de apoio e informação.

E é justamente por isso que o Setembro Amarelo é uma campanha tão necessária. Criada com o objetivo de prevenir o suicídio e promover o cuidado com a saúde mental, ela surge como um convite para refletirmos, acolhermos e agirmos. Durante todo o mês, ações de conscientização ganham força em todo o país, com a missão de quebrar tabus, informar a população e dizer, em alto e bom som, que pedir ajuda não é fraqueza — é um ato de coragem.

Neste post, você vai entender de forma clara o que é o Setembro Amarelo, como essa campanha surgiu e, principalmente, como pequenas atitudes podem fazer uma grande diferença na vida de quem está passando por um momento difícil. Porque, no fim das contas, falar é a melhor solução — e cuidar da saúde mental é um compromisso de todos nós.

O que é o Setembro Amarelo?

O Setembro Amarelo é uma campanha nacional de conscientização e prevenção ao suicídio, realizada todos os anos no Brasil desde 2015. A iniciativa é uma parceria entre a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM), com o objetivo de quebrar o silêncio em torno do sofrimento mental, combater o preconceito sobre doenças psicológicas e estimular o cuidado com a saúde emocional.

Mais do que falar sobre suicídio, o Setembro Amarelo convida a sociedade a olhar com mais empatia e responsabilidade para os sinais de sofrimento que muitas vezes passam despercebidos. Afinal, conversar abertamente sobre o tema pode ser a chave para salvar vidas.

A cor amarela foi escolhida como símbolo da campanha por representar a luz, a vida, o calor humano e a esperança. Durante todo o mês, monumentos, prédios públicos, escolas, empresas e redes sociais se unem para reforçar a mensagem de que é possível pedir ajuda, acolher o outro e transformar histórias. As iluminações, os laços e os conteúdos compartilhados na cor amarela são convites visuais para que o tema não seja mais deixado de lado — e para que todos saibam que ninguém está sozinho.

Como surgiu o Setembro Amarelo?

A campanha Setembro Amarelo tem uma origem comovente e cheia de significado. Tudo começou nos Estados Unidos, em 1994, com a história de um jovem chamado Mike Emme, de apenas 17 anos.

Mike era conhecido por sua gentileza, carisma e por ser um talentoso mecânico. Ele restaurou sozinho um Mustang 1968, pintando-o de amarelo brilhante — um reflexo da sua personalidade vibrante. Porém, por trás do sorriso, Mike enfrentava uma dor silenciosa e profunda, que infelizmente passou despercebida por aqueles ao seu redor. Sem que ninguém imaginasse, ele tirou a própria vida na garagem de casa.

No velório, amigos e familiares ficaram devastados. Sentiam que, se tivessem sabido do sofrimento de Mike, poderiam ter feito algo. Foi então que decidiram agir. Distribuíram cartões com fitas amarelas e a frase:
“Se você precisar, peça ajuda.”

Esse simples gesto se espalhou rapidamente. As fitas amarelas se tornaram símbolo de atenção, empatia e prevenção ao suicídio, e a história de Mike inspirou uma mobilização nacional nos Estados Unidos, marcando o início de campanhas de conscientização em diversas cidades.

Anos depois, o Brasil abraçou essa mesma causa. Em 2015, três instituições se uniram para criar oficialmente o Setembro Amarelo no país:

  • CVV (Centro de Valorização da Vida)
  • CFM (Conselho Federal de Medicina)
  • ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria)

Desde então, a campanha tem ganhado cada vez mais visibilidade. Durante o mês de setembro, monumentos são iluminados de amarelo, eventos são realizados em escolas, universidades e empresas, e milhares de pessoas compartilham conteúdos que incentivam o diálogo e o cuidado com a saúde mental.

Mais do que uma campanha simbólica, o Setembro Amarelo é um chamado à ação. Ele nos lembra que falar salva vidas, e que todo mundo pode ser um agente de acolhimento e escuta ativa.

Por que é tão importante falar sobre suicídio?

Falar sobre suicídio é salvar vidas. Ainda que o assunto assuste ou traga desconforto, silenciar só aumenta o sofrimento de quem já está em dor. O tabu que existe em torno da saúde mental impede que muitas pessoas busquem ajuda — e essa é uma das maiores barreiras na prevenção.

Muita gente acredita que quem fala sobre suicídio “só quer chamar atenção”, ou que é melhor “não tocar no assunto para não incentivar”. Mas isso não é verdade. Pelo contrário: ouvir, acolher e conversar com respeito pode ser o primeiro passo para a pessoa se sentir vista, compreendida e apoiada.

O Suicídio Não Acontece de Repente

Por trás de um ato extremo, há quase sempre um histórico de sofrimento emocional acumulado. Tristeza profunda, desesperança, solidão, traumas, transtornos mentais como depressão e ansiedade… tudo isso vai se somando em silêncio, muitas vezes sem que ninguém perceba.

É por isso que falar com antecedência é tão importante: permite que os sinais sejam identificados e que o apoio chegue antes que a situação se agrave.

O Que o Setembro Amarelo Nos Ensina?

A campanha do Setembro Amarelo existe justamente para quebrar esse silêncio. Ela nos convida a aprender, escutar sem julgamentos e acolher quem precisa. Durante o mês de setembro (e em todos os outros), é essencial lembrar:

  • Que pedir ajuda não é fraqueza, é coragem.
  • Que escutar alguém pode mudar o rumo de uma vida.
  • Que falar sobre suicídio de forma respeitosa e responsável é um ato de cuidado.

Além disso, a campanha ajuda a disseminar informações confiáveis, identificar sinais de alerta, reforçar a importância do acompanhamento psicológico e psiquiátrico e promover o autocuidado e a rede de apoio.

Como cada um de nós pode ajudar?

A prevenção do suicídio não é responsabilidade apenas dos profissionais da saúde. Todos nós podemos — e devemos — fazer a nossa parte. Muitas vezes, um simples gesto de atenção, empatia ou escuta pode mudar completamente o dia (e a vida) de alguém que está sofrendo em silêncio.

Veja como atitudes simples podem fazer a diferença:

1. Escutar Sem Julgar

Nem sempre quem está passando por um momento difícil quer conselhos prontos ou soluções imediatas. Muitas vezes, só precisa ser ouvido com empatia e respeito.

Evite frases como:

  • “Você tem tudo, por que está assim?”
  • “Isso é drama, vai passar.”
  • “Tem gente em situação pior.”

Essas falas podem afastar ainda mais a pessoa. Em vez disso, tente dizer:

  • “Quer conversar? Estou aqui para te ouvir.”
  • “Sinto muito que você esteja passando por isso.”
  • “Você não está sozinho.”

2. Observar Mudanças de Comportamento

Sinais como isolamento repentino, tristeza profunda e constante, perda de interesse por atividades que antes gostava, mudanças no sono ou no apetite, ou até frases como “eu queria desaparecer” podem indicar que a pessoa precisa de ajuda.

Prestar atenção nesses sinais é um passo importante para oferecer apoio no momento certo.

3. Incentivar a Busca Por Apoio

O preconceito ainda é uma barreira para quem precisa de ajuda psicológica. Por isso, é importante mostrar que procurar um psicólogo ou psiquiatra é um ato de autocuidado, não de fraqueza.

Você pode ajudar ao:

  • Reforçar que procurar ajuda profissional é normal e necessário;
  • Acompanhar a pessoa até a consulta, se ela se sentir insegura;
  • Divulgar canais de apoio, como o CVV – Centro de Valorização da Vida (ligação gratuita pelo número 188, disponível 24h por dia).

A prevenção começa com atitudes pequenas, mas cheias de significado. Quando falamos com carinho, ouvimos com atenção e demonstramos que nos importamos, ajudamos a construir uma rede de apoio mais forte, humana e acolhedora.

Valorização da vida é responsabilidade de todos

A prevenção ao suicídio vai muito além de consultas médicas ou diagnósticos. Ela começa na forma como olhamos uns para os outros. A valorização da vida é um ato coletivo — é sobre empatia, escuta e presença.

Falar sobre saúde mental com respeito e acolhimento é essencial. Quando tratamos o tema com seriedade e sensibilidade, quebramos o silêncio que isola e machuca tantas pessoas. Isso não é apenas um gesto de solidariedade — é uma forma concreta de salvar vidas.

Todos nós temos um papel importante:

  • Na família, estar atento aos sinais e manter o diálogo aberto pode fazer com que um filho, irmão, pai ou mãe se sinta acolhido e seguro para pedir ajuda.
  • Entre amigos, demonstrar interesse genuíno, manter contato e oferecer apoio nos momentos difíceis fortalece laços e evita que alguém se sinta sozinho.
  • No trabalho, um ambiente respeitoso, que valoriza o bem-estar emocional, pode fazer toda a diferença para quem enfrenta batalhas internas.
  • Na comunidade, até uma conversa breve com alguém que você mal conhece pode ser mais significativa do que imagina. Um sorriso, uma escuta atenta, uma palavra gentil — tudo isso conta.

Todos Podemos Ser Um Ponto de Apoio

Você não precisa ter todas as respostas, nem ser um especialista. Basta estar presente, demonstrar cuidado e saber orientar para a busca de ajuda profissional.

Falar é importante. Ouvir é ainda mais. E acolher é um ato de amor e humanidade.

Conclusão: O cuidado com a saúde mental começa com a informação

Falar sobre saúde mental é um gesto de cuidado com o outro — e também com a gente mesmo. Quando nos informamos, ouvimos sem julgamento e acolhemos com empatia, ajudamos a transformar realidades silenciosas em histórias de superação.

O Setembro Amarelo nos convida a olhar com mais atenção para as dores invisíveis, a quebrar o tabu sobre o suicídio e a lembrar que a vida vale a pena, mesmo nos dias difíceis. Pedir ajuda é um ato de coragem, não de fraqueza — e oferecer apoio pode ser a diferença entre desistir e recomeçar.

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