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Enxaqueca: tudo sobre causas, diagnóstico e tratamento

Enxaqueca: tudo sobre causas, diagnóstico e tratamento
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O que é enxaqueca?

A enxaqueca atinge mais de 30 milhões de brasileiros. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa condição afeta 324 milhões de pessoas no mundo todo.

A enxaqueca é uma doença crônica, um distúrbio neurológico caracterizado principalmente pela forte dor de cabeça. Doenças crônicas são aquelas que não têm tempo determinado para acabar, podendo acompanhar o paciente durante toda a sua vida.

Este problema pode surgir até na velhice, mas ele geralmente aparece na adolescência.

Alguns estudos apontam que de 15% a 18% das mulheres e 6% dos homens apresentam os sintomas característicos da doença.

Pessoas com enxaqueca têm mais risco de complicações vasculares, como derrames cerebrais e pré-eclâmpsia.

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Diferença entre enxaqueca e dor de cabeça

Mulher com uma das mãos na cabela |Diferença entre enxaqueca e dor de cabeça

A enxaqueca é comumente entendida como um tipo de cefaleia, que consiste em um dos diversos tipos existentes de dores de cabeça.

Muitas pessoas costumam realmente confundir ou achar que a doença é só mais uma dor de cabeça. Contudo, esse pensamento pode fazer com que o paciente não procure o médico e, na pior das hipóteses, leva a complicações maiores para a sua saúde, consequência da falta de tratamento adequado.

A dor da enxaqueca geralmente ocorre em um dos lados da cabeça, porém, existem indivíduos que sentem forte incômodo em ambas as partes.

O paciente costuma sentir, além de forte dor de cabeça (que pode durar horas e até dias), enjoos, apresentar crises de vômito, forte sensibilidade a luzes e ao barulho e visão embaçada.

Enxaqueca com aura

A doença costuma ser classificada em enxaqueca com aura e enxaqueca sem aura.

A enxaqueca com aura apresenta sinais visuais ou sensitivos antes de as crises de fato começarem. Esses sinais podem aparecer minutos ou horas antes de a dor de cabeça se iniciar. Ela também pode levar o paciente a ter visões de flashes de luz, manchas escuras em forma de mosaico ou imagens brilhantes em ziguezague.

Já a enxaqueca sem aura, como o próprio nome indica, não apresenta sintomas antes de começarem as dores de cabeça.

Causas da enxaqueca

Mulher com roupa de ginástica sentada na rua com uma das mão na cabeça | Causas da enxaqueca

As causas da enxaqueca ainda não são completamente claras para os médicos. Acredita-se que algumas terminações nervosas na região do cérebro liberem substâncias (prostaglandinas, serotonina e outras substâncias inflamatórias) que provocam dilatações das artérias meníngeas, acompanhadas de inflamação e extravasamento de proteínas, causando dor e alterações neurológicas.

Os médicos entendem que fatores externos estão diretamente ligados ao surgimento da enxaqueca, são os chamados gatilhos.

São entendidos como gatilhos:

  • Estresse;
  • Jejum prolongado;
  • Dormir mais ou menos do que o de costume;
  • Mudanças bruscas de temperatura e umidade;
  • Perfumes e outros odores muito fortes;
  • Esforço físico;
  • Luzes e sons intensos;
  • Abuso de medicamentos, incluindo analgésicos.

Sintomas da enxaqueca

Mulher sentada em frente para um notebook, mão na boca que está bocejando e outra mão segura uma caneca | Sintomas da enxaqueca

Os sintomas da enxaqueca geralmente aparecem durante a adolescência ou no começo da vida adulta, e incluem:

  • Dor unilateral;
  • Dor de intensidade média a forte;
  • Latejamento;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Bocejos;
  • Irritabilidade;
  • Tontura;
  • Fadiga;
  • Mudança de apetite;
  • Problemas de concentração;
  • Fotofobia (forte sensibilidade à luz) ou fonofobia (desconforto provocado pelos sons).

Diagnóstico da enxaqueca

Médico escreve em sua prancheta que está e cima da mesa junto com celular, óculos, medicamento e estetoscópios | Diagnóstico da enxaqueca

Se as dores de cabeça forem constantes, ou seja, se acontecem mais de duas vezes numa única semana, procure um médico, de preferência um neurologista.

Tente encontrar um especialista no assunto, já que pode acontecer de o neurologista não estar atento à doença, confundindo a enxaqueca com uma simples dor de cabeça, e não indique o tratamento adequado.

A consulta, muito baseada na conversa para conseguir identificar os hábitos e históricos do paciente, costuma durar cerca de 50 minutos. Essa é a melhor maneira de confirmar o diagnostico da enxaqueca

Exames como tomografia e ressonância são solicitados para eliminar a possibilidade de doenças secundárias, incluindo tumores e aneurisma.

É comum o médico dar ao paciente um “diário da dor” para anotar os dias e horários que surgem as crises de enxaqueca, e assim mapear a frequência e os fatores que estimulam o problema.

Crise de enxaqueca

Mulher sentada no chão com uma das mãos na cabeça | Crise de enxaqueca

A popular crise de enxaqueca acontece, em média, uma vez ao mês. Porém, pelo menos 10% dos pacientes têm crises semanais. Elas costumam durar 24 horas, e algumas permanecem por dois ou três dias.

As crises de enxaqueca afetam mais as mulheres do que os homens. Durante o ciclo de vida, o risco de as mulheres sofrerem com a doença é de 43%, enquanto que a porcentagem no sexo masculino é de 18%.

Estima-se que aproximadamente 5% dos brasileiros (9 milhões de pessoas) passem 18 dias por ano com crises de enxaqueca.

Convivendo com a enxaqueca

Uma pesquisa da Organização Mundial de Saúde mostrou que a enxaqueca é a quarta doença crônica mais incapacitante, atrás apenas da quadriplegia, da psicose e da demência.

Dependendo da intensidade da dor, o paciente pode ter dificuldade em executar as tarefas do seu cotidiano por causa das crises de enxaqueca.

Em alguns casos, o indivíduo perde dias de trabalho por causa da forte dor. E, em casos mais críticos, ele pode desenvolver intolerância à luz, ruídos e odores, além de apresentar sintomas como náuseas e vômito.

É importante que o paciente, junto com o médico, consiga identificar os gatilhos, isso é, os fatores responsáveis pelas crises. Luz e odores fortes, além de barulho alto, podem funcionar como desencadeadores.

Nas mulheres, as oscilações hormonais contribuem para o desenvolvimento das crises. Principalmente no período menstrual, quando o nível de estrogênio diminui, fazendo com que os vasos sanguíneos se dilatem, causando as dores.

Pacientes que usam anticoncepcional, tenham enxaqueca com aura e/ou sejam fumantes devem ficar atentos, pois a enxaqueca somada a esses hábitos ou históricos aumenta muito as chances de um derrame. Se esse for seu caso, converse com seu médico.

Confira algumas dicas para viver melhor, mesmo tendo enxaqueca:

Anote num caderno as crises de enxaqueca

Pessoa escrevendo em um caderno | Anote num caderno as crises de enxaqueca

Essa dica, que ajuda o médico a diagnosticar a doença, também faz toda diferença para a pessoa que precisa aprender a viver com a doença.

Registre a hora, o dia e a intensidade (fraca, médica, forte ou muito forte) das dores causadas pela enxaqueca, medicação usada, alimentos que consumiu e o pode ter contribuído para o surgimento da crise.

Esse acompanhamento vai ajudar você a descobrir os gatilhos da doença, além de auxiliar no relato dos padrões das suas crises ao médico e também na observação de quaisquer mudanças.

Fique atentos sinais

Com o passar do tempo e ao passo que aprende a lidar com a enxaqueca, o paciente começa a pressentir quando um desses episódios está para acontecer.

Sinais na região dos olhos (aparência de cansados e caídos), sensação de cabeça pesada ou leve, irritabilidade, bocejo excessivo, visão cansada e embaçada. Esses sinais, geralmente, ocorrem até um dia antes do começo da crise.

É comum algumas mulheres apresentarem dor durante o período pré-menstrual e também ao longo do ciclo.

Tratamento da enxaqueca

Homem dormindo em uma cama | Tratamento da enxaqueca

O tratamento da enxaqueca pode ser feito com ou sem medicação.

Quando ele não for feito com ajuda de remédio, será exigido do paciente disciplina no seu estilo de vida para evitar que gatilhos acionem as crises de enxaqueca.

Confira algumas medidas que ajudam a controlar ou a evitar o surgimento da crise de enxaqueca.

  • Sono regular;
  • Atividade física;
  • Evitar estresse.

A atividade física é importante no tratamento, pois libera endorfina, que é uma grande aliada no controle da dor. As melhores atividades físicas para combater o problema são ioga, pilates ou caminhada.

A falta de tratamento adequado da enxaqueca pode levar o paciente, em alguns casos, a crises diárias de dor.

Tratamento com medicamentos para a enxaqueca

Mulher segura dois comprimidos em uma mão, em cima da mesa tem um copo de água e a cartela do medicamento | Tratamento com medicamentos para a enxaqueca

O medicamento para enxaqueca é usado para aliviar os sintomas da crise ou como medida preventiva evitando que elas aconteçam. Esse tratamento é avaliado como positivo pela maioria dos médicos, especialmente em pacientes cujas crises acontecem pelo menos duas vezes ao mês.

O resultado do tratamento é mais eficiente quando ele é indicado logo nos primeiros sintomas. O efeito começa entre 20 a 60 minutos depois da ingestão do medicamento, que deve sempre ser prescrito por um médico.

Em média, dois terços dos pacientes que recebem o tratamento preventivo apresentam redução de 50% no número de crises.

O ideal no tratamento da enxaqueca é tomar o medicamento assim que a dor surge. Evite esperar que a dor fique mais intensa, pois nesses casos a dosagem do medicamento deverá ser maior e exigirá mais tempo parar aliviar ou eliminar a dor.

A maioria dos medicamentos podem ser ingeridos novamente depois de duas a quatro horas, se houver necessidade.

Remédios que fazem parte do grupo dos triptanos apresentam mais eficácia no tratamento das crises de enxaqueca. Isso porque eles têm boa tolerabilidade, mas custam mais caro e podem causar dor no peito por constrição das artérias coronárias. Assim, são contraindicados em pacientes que apresentam doença cardíaca isquêmica, hipertensão descontrolada e patologias cerebrovasculares.

Com os triptanos, as chances de surgirem efeitos colaterais são baixas. Quando o paciente não responde bem a esse tratamento, vale a pena substituí-lo por outro triptano ou associá-lo a antieméticos e anti-inflamatórios.

Confira os medicamentos que podem ser usados no caso da enxaqueca:

Contraindicação

Pacientes com hipertensão não controlada, com insuficiência hepática ou renal ou que possuam doença coronariana não devem fazer uso dos triptanos. Em caso de gravidez, avise ao médico que você faz uso do medicamento.

Uso de analgésicos durante as crises de enxaquecas

Pote de medicamento caído em cima da mesa com pilulas para fora | Uso de analgésicos durante as crises de enxaquecas

Quem sofre de enxaqueca pode acabar usando e abusando dos analgésicos em busca de um alívio para a dor ou ainda optar pelo uso do medicamento antes mesmo de diagnosticada a enxaqueca.

Em ambos os casos, o abuso de analgésicos pode resultar no efeito contrário e acabar intensificando os sintomas da enxaqueca.

O analgésico é capaz de bloquear todos os mecanismos de defesa natural do corpo contra a dor, por isso seu uso prolongado e sem orientação médica cria uma dependência do organismo, além de diminuir o seu efeito. Existe o risco de o uso frequente acabar agravando mais o problema.

Os principais efeitos colaterais são formigamento nas mãos e nos pés, endurecimento do pescoço e sensação de opressão no peito não associada às coronárias.

Como forme de evitar esse desconforto, existem medicamentos específicos para os casos em que a dor é recorrente.

Exemplos de medicamentos específicos para dor aguda da enxaqueca:

O naproxeno ajuda na diminuição da inflamação, enquanto o uso de sumatriptana reverte a dilatação dos vasos e combate a dor.

Alimentos que ajudam a combater a enxaqueca

Médico segurando uma copo de água e a sua frente diversas na mesa | Alimentos que ajudam a combater a enxaqueca

Uma das formas de prevenção da enxaqueca é consumir alimentos que são “bons companheiros” quando o assunto é combater as crises. Eles ajudam porque os seus nutrientes aliviam e/ou previnem os sintomas da doença.

Confira quais são esses alimentos:

  • Alimentos ricos em ômega 3, como atum, salmão ou sardinha;
  • Leite;
  • Tomate;
  • Castanha;
  • Amêndoas;
  • Amendoim;
  • Suco de couve com laranja;
  • Chá de flores de lavanda, maracujá ou erva-cidreira;
  • Feijão;
  • Lentilha;
  • Grão de bico;
  • Ervilha;
  • Ovo;
  • Couve;
  • Espinafre;
  • Agrião;
  • Cereais integrais, como aveia, trigo, arroz, milho, centeio e cevada.

Inclua esses alimentos no seu dia a dia e leve-os para o seu prato. Eles podem ajudar a diminuir o estresse, além de terem propriedades analgésicas e anti-inflamatórias naturais que agem diretamente no alivio da dor.

Alimentos perigosos para a enxaqueca

Barras de chocolate uma taça com vinho em cima de uma mesa | Alimentos perigosos para a enxaqueca

Enquanto alguns fazem bem, outros alimentos liberam substâncias inflamatórias que dilatam os vasos cerebrais e ajudam a desencadear ou intensificar as dores da enxaqueca, por isso devem ser evitados.

Confira quais são:

  • Queijos curados;
  • Molhos;
  • Vinho tinto;
  • Café;
  • Chocolate;
  • Pimenta;
  • Refrigerantes;
  • Bebidas alcoólicas;
  • Temperos prontos.

Prevenir a enxaqueca

A prevenção da enxaqueca está diretamente ligada ao uso de medicamentos preventivos e ao cuidado redobrado com fatores externos, como picos de estresse e alimentos que funcionam como gatilhos para as crises de enxaquecas.

O melhor aliado para a prevenção é o estilo de vida, incluindo os hábitos saudáveis e o uso correto de medicamentos.

O tabagismo é um vilão. Por isso, evite fumar, até porque a nicotina está associada à alteração da circulação sanguínea e ao enrijecimento dos vasos sanguíneos, o que também pode acabar provocando a enxaqueca.

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Ah! E se você gostou do artigo, mas ainda ficou com alguma dúvida, pergunte para nós aqui nos comentários! Até o próximo artigo! ?

  • Eu sempre tive fortes dores de cabeça, sempre achei que eu estava igual a m8nha avó materna, sempre achei que eu tinha enxaqueca, eu comecei a sentir muitas tonturas até me fará tem pra eu procurar um otorrino, eu fui, do, vários exames e fui diagnosticada como se eu estivesse com labirintite, enfim…
    Foram 3 anos sentindo dores algumas vezes e parava sempre que eu tomava um remédio que o médico otorrino mandava, até um dia que eu cair e fiquei toda machucada, desmaiada muito também, até o meu otorrino falar que se eu não melhorasse com um outro remédio que ele ia passar ele ia me encaminhar para um neurologista, como eu já havia tomado aquele remédio, eu fui direto, a neura que me atendeu, suspendeu todos os remédios e me passou uma ressonância, eu descobrir que eu tinha um tumor benigno á pelo menos uns 10 anos, é uma hidrocefalia, tive que me internar as pressas, fiz 4 operações na cabeça, não tive sequelas graças a Deus, aos bons médicos que cuidaram disso, é ao meu marido que ficou comigo e me ajudou na minha reabilitação como ele é professor de educação física e ex preparador da seleção de remo brasileiro foi mais fácil entre aspas claro!, então, digo para todos, não deixe de procurar médicos por uma “simples” dor de cabeça.

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